Alta da Selic compromete retomada do crescimento econômico, diz Campagnolo

09/03/2015

O presidente do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, afirma que o novo aumento da taxa básica de juros (Selic) é mais uma medida que prejudica o setor produtivo brasileiro e compromete a retomada do crescimento econômico do país. Na noite desta quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a Selic de 12,25% para 12,75% ao ano – retornando ao patamar de janeiro de 2009. Em nota, o Copom alegou que decidiu intensificar o ajuste monetário para conter a inflação.

Para Campagnolo, o governo não pode restringir o combate à inflação apenas ao aumento da Selic, medida que reduz o poder de consumo da população, inibe investimentos privados e compromete ainda mais os resultados das empresas, afetando toda a economia. “Será que este modelo ortodoxo de combate à inflação ainda dá resultado? Não seriam necessárias outras medidas, além do simples aumento de juros?”, questiona.

Ele acrescenta que, ao mesmo tempo em que onera o setor produtivo e a população com aumentos de juros e também de impostos, o governo não dá demonstrações de que esteja fazendo sua parte no combate à inflação. “Não vemos uma medida concreta de redução das despesas públicas, medida apontada por todos os especialistas como fundamental para diminuir a pressão inflacionária. Ao invés de promover um verdadeiro ajuste fiscal, o governo opta por aumentar tributos para acertar suas contas e subir os juros para frear o consumo, o que certamente vai reduzir ainda mais a atividade econômica do país”, diz Campagnolo.

Fonte: Fiep